Na segunda-feira, 22 de dezembro de 2025, o Japão deu um passo importante ao permitir a reativação da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, localizada em Niigata. Essa decisão vem quase 15 anos após o desastre de Fukushima e ocorreu após a aprovação da assembleia provincial, que endossou o governador Hideyo Hanazumi. Apesar do avanço, 60% da população local expressa preocupações sobre a segurança da usina, refletindo a inquietude gerada pelo histórico recente do país em relação a acidentes nucleares.
Kashiwazaki-Kariwa, que possui uma capacidade total de 8,2 GW, pode gerar eletricidade para milhões de residências. A usina é operada pela TEPCO, que já gerenciava Fukushima, e planeja trazer dois reatores de volta à operação, o primeiro deles em 2026. Contudo, divisões na comunidade sobre a reativação permanecem, evidenciadas por protestos de cerca de 300 manifestantes que se opõem ao projeto, destacando um clima de desconfiança entre os moradores.
A reativação da usina é vista como um marco na estratégia do Japão para fortalecer sua segurança energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Com a primeira-ministra Sanae Takaichi apoiando a iniciativa, o país busca aumentar a participação da energia nuclear em sua matriz elétrica. No entanto, a TEPCO enfrenta o desafio de reconquistar a confiança da população local, que continua a questionar a segurança das operações nucleares após os incidentes do passado.

