Romênia investiga Judiciário após denúncias de abusos sistêmicos

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O presidente da Romênia, Nicusor Dan, anunciou, em 22 de dezembro de 2025, que o Judiciário será investigado em razão de denúncias de abusos sistêmicos. A decisão seguiu uma reunião com juízes e promotores que relataram um ambiente de medo e a influência indevida do Conselho Superior da Magistratura, responsável pela supervisão do sistema judicial. Dan ressaltou que a integridade do Judiciário está comprometida e que as acusações serão investigadas com seriedade.

Durante a reunião, magistrados apresentaram cerca de 2 mil páginas de evidências que indicam problemas de integridade no sistema. O presidente, embora não tenha poder legal para substituir juízes, convocou os membros do Judiciário a denunciarem irregularidades. Essa situação provocou reações da extrema direita, que acusam Dan de interferir na independência do Judiciário e exigem seu impeachment, o que aumenta a tensão política no país.

As denúncias surgiram após a divulgação de um documentário que expõe práticas antiéticas por juízes-chefes. Em resposta, protestos em massa ocorreram em Bucareste e outras cidades romenas, refletindo a insatisfação popular. A Romênia, um dos países mais corruptos da União Europeia, já enfrentava vigilância sobre seu sistema judicial, levantando preocupações sobre a eficácia das investigações anticorrupção desde a suspensão dessa vigilância em 2023.

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