A Prefeitura do Rio de Janeiro protocolou uma ação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), questionando uma proposta para aumentar o limite anual de passageiros do Aeroporto Santos Dumont. O atual limite é de 6,5 milhões de passageiros, e o prefeito Eduardo Paes criticou as movimentações que visam flexibilizar essa política, alegando que isso poderia prejudicar o Aeroporto Galeão, que tem visto uma recuperação significativa desde a implementação de um modelo de operação coordenada em 2024.
O prefeito expressou suas preocupações nas redes sociais, referindo-se a “forças ocultas” tentando alterar o acordo que beneficiou o Galeão. O TCU, em uma decisão recente, destacou que o governo não está vinculado aos limites de passageiros estabelecidos anteriormente. Além disso, Paes planeja uma reunião com o ministro de Portos e Aeroportos em janeiro para discutir o futuro do Santos Dumont e a situação do Galeão, que está programado para ser leiloado novamente em março.
As implicações dessa disputa envolvem não apenas o transporte aéreo na cidade, mas também questões econômicas mais amplas, já que a recuperação do Galeão depende de um ambiente de confiança no setor. Dados de pesquisa mostram que a maioria dos passageiros estaria disposta a usar o Galeão se as tarifas fossem mais acessíveis. A discussão em torno das políticas de aviação no Rio de Janeiro continua a ser um tema relevante, à medida que o prefeito busca garantir a estabilidade e a competitividade dos aeroportos da cidade.

