O Parlamento francês, composto por deputados e senadores, aprovou por unanimidade uma lei especial em 23 de dezembro de 2025, permitindo o financiamento provisório do Estado antes da retomada das discussões orçamentárias em janeiro de 2026. Desde as eleições legislativas antecipadas de 2024, o governo tem enfrentado dificuldades para assegurar uma maioria absoluta, com isso, já tendo resultado na saída de dois primeiros-ministros, o conservador Michel Barnier e o centrista François Bayrou.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu apresentou a lei após o fracasso nas negociações para aprovar um orçamento geral para 2026. Essa lei especial, que já havia sido adotada anteriormente, tem como objetivo garantir a arrecadação de impostos e o pagamento de funcionários, assegurando assim o funcionamento do Estado. No entanto, é importante ressaltar que a nova legislação não autoriza novos gastos, nem mesmo na área da defesa, que é uma prioridade do governo francês devido ao conflito na Ucrânia.
As negociações orçamentárias têm sido acirradas, refletindo as diferentes visões entre os legisladores sobre como sanear os cofres públicos endividados. A falta de consenso entre a direita, que pede cortes, e a esquerda, que defende o aumento de impostos para os mais ricos, tem dificultado o progresso. O presidente Emmanuel Macron enfatizou a urgência de apresentar um orçamento nacional que cumpra a meta de déficit de 5% do PIB, destacando a necessidade de superação dos cálculos políticos para a continuidade da governança.

