O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu autorização ao ex-presidente Jair Bolsonaro para deixar a prisão a partir de quarta-feira, 24 de dezembro, a fim de realizar uma cirurgia de hérnia inguinal programada para 25 de dezembro. A decisão foi emitida em 23 de dezembro, após um parecer médico da Polícia Federal que indicou a necessidade do procedimento. Bolsonaro permanece detido desde o final de novembro, cumprindo pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
O ministro Alexandre de Moraes, responsável pela autorização, também rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro para que ele cumprisse sua pena em prisão domiciliar. A defesa solicitou ainda um bloqueio anestésico do nervo frênico para tratar de soluços persistentes que o ex-presidente apresenta. O ex-presidente, que completou 70 anos, já passou por diversas cirurgias em decorrência das sequelas da facada que recebeu em 2018.
A autorização para a cirurgia é vista como uma medida humanitária, mas também levanta questões sobre a gestão de sua pena e o tratamento de políticos em situações semelhantes. Embora a cirurgia pareça ser uma prioridade de saúde, a situação de Bolsonaro continua a ser monitorada de perto, e novas decisões judiciais podem impactar o futuro do ex-presidente no sistema prisional brasileiro.

