O governo cubano manifestou sua desaprovação em relação à recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o fentanil como uma arma de destruição em massa. O chanceler Bruno Rodríguez afirmou que essa medida pretende criar justificativas para ações militares contra países da América Latina, utilizando o consumo do fentanil como desculpa para agredir nações soberanas.
Rodríguez ressaltou que, embora o consumo de fentanil seja um problema sério, a designação do governo americano é uma estratégia para desestabilizar governos legítimos e explorar recursos naturais. A classificação do fentanil como arma de destruição em massa, assinada por Trump em um decreto recente, também gerou preocupações em países vizinhos, como o México, que teme as repercussões políticas da medida.
Diante desse cenário, a crítica cubana destaca a crescente tensão nas relações entre os Estados Unidos e países latino-americanos. As declarações de Cuba refletem um alerta sobre as potenciais consequências de políticas que podem acirrar conflitos na região, levantando questões sobre a soberania e segurança dos países afetados pela estratégia americanista.

