O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, está promovendo uma iniciativa para estabelecer um código de conduta para os ministros das cortes superiores do Brasil. Ele já contou com o apoio dos presidentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM), que foram contatados para discutir a proposta.
A proposta surge em um momento de crescente debate sobre a ética no Judiciário, especialmente após críticas sobre a falta de regras claras que definam a conduta dos magistrados. Fachin e seus apoiadores argumentam que é necessário um conjunto de normas modernas e transparentes, em linha com práticas adotadas em democracias consolidadas. No entanto, uma ala do STF levanta objeções, afirmando que as leis existentes já garantem a integridade e a imparcialidade necessárias para o funcionamento da Justiça.
Os desdobramentos dessa proposta podem impactar a maneira como os ministros se comportam, especialmente em relação a atividades externas, como palestras pagas. Além disso, a discussão ocorre em meio a um clima de tensão política, onde a nova Lei do Impeachment está em pauta no Senado, levantando questões sobre a independência do Judiciário. Assim, enquanto Fachin busca a modernização do Judiciário, o desafio de equilibrar a ética e a autonomia dos magistrados permanece em aberto.

