Itália exige que Meta abra WhatsApp para concorrentes de IAs

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Em 24 de dezembro, o órgão antitruste da Itália, conhecido como Autoridade de Garantia da Concorrência e do Mercado (AGCM), determinou que a Meta suspendesse termos que excluem concorrentes da plataforma WhatsApp. A ordem é parte de uma investigação sobre o possível abuso de posição dominante da empresa em relação à integração do seu serviço de inteligência artificial, o Meta AI, ao aplicativo de mensagens.

A AGCM argumenta que a conduta da Meta pode prejudicar a concorrência no mercado de chatbots de inteligência artificial, limitando a produção e o acesso ao mercado. A investigação já havia sido precedida por uma ação da Comissão Europeia, que também analisa se as práticas da Meta violam as regras de concorrência do bloco. A decisão da autoridade italiana foi justificada como uma medida preventiva para evitar danos irreparáveis à competitividade.

Em resposta, a Meta anunciou que recorrerá da decisão, considerando-a infundada. A empresa argumenta que o WhatsApp não deve ser visto como uma loja de aplicativos para chatbots, ressaltando que os canais adequados para a comercialização de produtos de IA são outros. A situação destaca a crescente pressão regulatória sobre grandes plataformas de tecnologia na Europa, refletindo preocupações sobre a concorrência e a inovação no setor de inteligência artificial.

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