Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, foi transferido para a sede da Polícia Federal em Brasília no último sábado, 27. Ele saiu da PF em Foz do Iguaçu às 9h20, após ter passado a noite no local, e decolou às 10h em uma aeronave da corporação. A transferência ocorreu após sua detenção no Paraguai, onde tentava fugir usando documentos falsos.
A prisão de Vasques foi o desdobramento de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal, que impôs uma pena de 24 anos e seis meses de prisão por sua participação em blitzes ilegais durante as eleições de 2022. Essas ações foram vistas como uma tentativa de dificultar o acesso de eleitores ao voto, especialmente no Nordeste, onde a maioria tendia a apoiar o atual presidente. Além disso, ele estava sob monitoramento eletrônico desde agosto de 2024, antes de sua fuga para o Paraguai.
Após sua captura, o ministro Alexandre de Moraes também determinou a prisão domiciliar de outros dez indivíduos envolvidos na mesma trama golpista. As medidas cautelares incluem a proibição de uso de redes sociais e a suspensão de documentos de porte de arma, refletindo a seriedade com que o caso é tratado pelas autoridades. As implicações deste caso vão além da legislação eleitoral, levantando preocupações sobre segurança e integridade das instituições.

