Em Gênova, na Itália, autoridades prenderam sete suspeitos envolvidos em um esquema que desviou 7 milhões de euros de ações humanitárias destinadas à Faixa de Gaza para financiar o grupo islâmico Hamas. A operação foi anunciada no último sábado e envolveu investigações que começaram após a identificação de movimentações financeiras irregulares. Além dos detidos, outras duas pessoas estão sendo procuradas internacionalmente.
A investigação foi ampliada com a ajuda de autoridades de outros países europeus, que colaboraram no rastreamento do fluxo de recursos. Entre os acusados, o presidente da Associação Palestina na Itália é apontado como uma das figuras centrais do esquema, sendo suspeito de desviar 71% das doações monitoradas. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou a complexidade da operação, que visa combater o terrorismo e a criminalidade organizada.
As autoridades também estão analisando organizações como a Associação Beneficente de Solidariedade com o Povo Palestino, que, segundo os investigadores, podem ter sido criadas como fachadas para facilitar o desvio de recursos. A situação gera preocupações sobre a utilização de fundos humanitários e seu impacto sobre a assistência aos palestinos. A operação acende um alerta sobre a vigilância das doações internacionais e a necessidade de maior transparência na gestão de recursos destinados a causas humanitárias.

