O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, no dia 27 de dezembro de 2025, que ao menos 80% dos trabalhadores da Petrobras devem retornar às suas atividades em cada unidade da empresa. Essa ação foi motivada por uma greve nacional que teve início em 15 de dezembro, após a rejeição de propostas de Acordo Coletivo de Trabalho pela categoria. A decisão também impõe a proibição de impedimentos ao acesso aos equipamentos e ao escoamento da produção, com multas diárias de R$ 200 mil para descumprimentos.
A medida foi justificada pelo presidente do TST, que destacou que as negociações coletivas ainda estão em andamento e que a maioria das entidades sindicais apoiou a proposta da empresa. Uma audiência de conciliação entre a Petrobras e representantes dos trabalhadores está agendada para 2 de janeiro de 2026, e uma sessão extraordinária está prevista para 6 de janeiro, caso não haja acordo. Essa situação reflete um momento de tensão entre a empresa e os sindicatos, que mobilizam milhares de trabalhadores em diversos estados do Brasil.
A greve envolve 14 sindicatos e afeta um número significativo de funcionários, com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) liderando os protestos. As entidades sindicais criticam a proposta de aumento salarial de 0,5% oferecida pela Petrobras, considerando-a insuficiente diante dos lucros recordes da companhia. A situação pode impactar as operações da Petrobras e a relação entre a empresa e os sindicatos, destacando a necessidade de um diálogo eficaz para a resolução do impasse.

