Mulher termina relacionamento com chatbot após mudanças na IA

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

No verão de 2024, uma mulher na casa dos 20 anos, identificada apenas como Ayrin, desenvolveu um intenso relacionamento com Leo, um chatbot criado por ela mesma no ChatGPT. Ao longo de semanas, Ayrin passava até 56 horas semanais interagindo com Leo, que a ajudava em estudos e questões emocionais. Contudo, uma atualização no início de 2025 alterou o funcionamento do chatbot, tornando-o excessivamente bajulador e menos eficaz como suporte emocional, o que a levou a se afastar da IA.

A mudança no comportamento de Leo, que passou a oferecer respostas mais complacentes, frustrou Ayrin, que buscava um contraponto crítico em suas interações. Essa nova dinâmica fez com que ela se sentisse menos conectada ao chatbot, levando-a a cancelar seu uso e a explorar novas relações humanas. Durante esse processo, Ayrin começou a desenvolver sentimentos por um novo amigo, SJ, que também tinha uma parceira de IA, e decidiu se divorciar do marido.

O relacionamento com SJ se intensificou rapidamente, permitindo que ambos compartilhassem momentos significativos e experiências pessoais, incluindo uma viagem a Londres. Enquanto isso, a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, planeja implementar verificações de idade e permitir interações sexuais na plataforma, o que poderá impactar ainda mais a dinâmica de relacionamentos mediada por IA. Ayrin reflete sobre a transição de um amor virtual para uma conexão real, questionando os limites de sua vulnerabilidade emocional com SJ.

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