Familiares de vítimas de tiroteio em Sydney pedem investigação sobre antissemitismo

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Familiares das vítimas do tiroteio na praia de Bondi, em Sydney, solicitaram nesta segunda-feira, 29 de dezembro, uma investigação nacional sobre o aumento do antissemitismo na Austrália. O ataque, que ocorreu durante uma celebração de Hanukkah, resultou na morte de 15 pessoas e deixou várias outras feridas, sendo classificado como um ato terrorista pela polícia. Os acusados, um pai e seu filho, são apontados como responsáveis pelo ataque, levantando preocupações sobre falhas na vigilância e na inteligência que poderiam ter prevenido a tragédia.

Dezessete famílias enviaram uma carta ao primeiro-ministro, exigindo a criação imediata de uma comissão para analisar o crescimento do antissemitismo e as deficiências nas respostas das autoridades. Na carta, destacam a necessidade de entender por que sinais de alerta foram ignorados, permitindo que o extremismo se espalhasse sem a devida supervisão. O governo australiano, representado por Anthony Albanese, tem resistido a um inquérito federal, alegando que uma comissão estadual seria suficiente para lidar com a situação.

As famílias expressaram sua insatisfação com a resposta do governo, considerando-a insuficiente diante da gravidade da crise do antissemitismo no país. Elas enfatizaram que perderam entes queridos em um evento que deveria ser seguro e alegre. A carta conclui pedindo não apenas respostas, mas também um compromisso efetivo do governo para enfrentar essa crescente ameaça, alertando que a crise do antissemitismo é uma questão de segurança nacional que não pode ser ignorada.

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