Em 2025, o Bradesco (BBDC4) avançou em seu plano de reestruturação, que prioriza a digitalização e a eficiência de custos, resultando em um lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões no terceiro trimestre. Este montante representa um aumento de 19% em comparação ao mesmo período do ano anterior, destacando a recuperação financeira da instituição. As ações do banco, até o final de dezembro, valorizaram mais de 60%, superando a performance de concorrentes como Itaú e Santander.
Analistas creditam o crescimento ao foco do Bradesco no segmento de alta renda e na otimização das agências físicas, que estão alinhados a um contexto de recuperação gradual. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 14,7%, refletindo uma melhora na qualidade da carteira de crédito e no crescimento das receitas. Apesar disso, o Bradesco ainda enfrenta desafios, especialmente na inadimplência, que se manteve em 4,1%, um índice considerado elevado em comparação com os principais concorrentes.
As perspectivas para o quarto trimestre de 2025 são otimistas, com projeções de lucro líquido de R$ 6,4 bilhões, indicando um crescimento contínuo. A expectativa é que a valorização das ações persista em 2026, embora analistas alertem para a necessidade de monitorar a performance no segmento de menor renda. O Bradesco se posiciona como uma escolha atrativa para investidores, mas deve equilibrar seu foco entre diferentes classes de clientes para garantir crescimento sustentável.

