Corte da Selic em 2026 dependerá de inflação e cenário eleitoral

Rafael Barbosa
Tempo: 1 min.

O Banco Central do Brasil deve guiar o ritmo de corte da taxa Selic em 2026 considerando a inflação projetada e as incertezas de um ano eleitoral. Atualmente, a Selic está em 15%, e o mercado espera que comece a cair entre janeiro e março, com projeções que variam de 12,75% a 11,25% ao final do ano, dependendo do cenário fiscal e econômico.

Analistas ressaltam que os gastos do governo, potencialmente expansivos em um ano de eleições, podem pressionar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom). A confiança do mercado nas metas fiscais e a ancoragem das expectativas inflacionárias serão cruciais para determinar a eficácia dos cortes de juros. O cenário atual é caracterizado por um equilíbrio delicado entre a necessidade de estimular a economia e a pressão inflacionária persistente.

À medida que 2026 se aproxima, a atenção se volta para as reuniões do Copom, que devem ocorrer em janeiro e março. A dinâmica entre a política fiscal e a inflação poderá moldar não apenas a trajetória da Selic, mas também as perspectivas econômicas do Brasil em um período marcado por incertezas políticas e sociais.

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