Partido pró-militar de Mianmar busca maioria em eleições controversas

Bianca Almeida
Tempo: 1 min.

O Partido União, Solidariedade e Desenvolvimento, principal partido pró-militar de Mianmar, avança para consolidar sua maioria na primeira fase das eleições organizadas pela junta militar, conforme relatado nesta segunda-feira (29). Organizações pró-democracia alertaram que o pleito, iniciado no domingo, pode fortalecer a junta, que tomou o poder em um golpe de Estado em 2021, ignorando as promessas de retornar ao governo civil.

A ausência do partido da líder democrática Aung San Suu Kyi nas cédulas, junto com sua detenção, levanta sérias questões sobre a legitimidade do processo eleitoral. A Comissão Eleitoral de Mianmar ainda não divulgou resultados oficiais, e críticas de ativistas e diplomatas ocidentais ressaltam a repressão a vozes dissidentes e a presença predominante de candidatos aliados aos militares na votação.

As eleições, que se estenderão por mais duas fases em janeiro, são vistas com desconfiança pela população. Um morador de Yangon expressou sua falta de confiança, caracterizando a situação política atual como uma ditadura. O chefe da junta, Min Aung Hlaing, defendeu a legitimidade do processo, afirmando que as eleições são livres e justas, mas as vozes de oposição questionam essa narrativa.

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