São Paulo enfrenta crise hídrica, mas evita racionamento imediato

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

O Sistema Integrado Metropolitano de São Paulo, que abastece a região metropolitana, apresenta uma preocupante capacidade de armazenamento de apenas 26,2%. Este é o nível mais baixo registrado nos últimos dez dias, com os reservatórios Alto Tietê e Cantareira operando próximos a 20%. A situação se agrava devido à escassez de chuvas e a uma onda de calor que atinge o estado.

Em entrevista à Rádio Eldorado, a secretária estadual de Meio Ambiente, Natalia Resende, apontou que as chuvas estão abaixo da média, em um contexto de aumento de 60% no consumo de água. Ela enfatizou a importância da economia hídrica pela população e mencionou investimentos planejados pela Sabesp para minimizar perdas e modernizar as redes de abastecimento. Resende também detalhou a gestão de demanda noturna para reduzir o consumo em horários críticos.

Embora a secretária tenha descartado a necessidade de racionamento imediato, alertou para a importância de um planejamento eficaz face às altas temperaturas e à baixa precipitação. A economia de água já gerou uma redução significativa no consumo, abastecendo 10 milhões de pessoas por mês. Contudo, a continuidade dessa crise hídrica pode exigir medidas mais restritivas no futuro.

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