Em coletiva de imprensa realizada no dia 29 de dezembro de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, revelou que a empresa apresenta um déficit estrutural anual de mais de R$ 4 bilhões, necessário para cumprir a universalização do serviço postal em áreas remotas. Segundo Rondon, 90% das despesas da estatal têm caráter fixo, com a folha de pagamento dos funcionários representando 62% do total de gastos.
Durante a apresentação, o presidente detalhou que a estatal acumulou um prejuízo superior a R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, enfrentando déficits recorrentes desde 2022, que já somam mais de R$ 10 bilhões. Ele também mencionou uma mudança significativa no modelo de negócios dos Correios desde 2016, quando as encomendas começaram a gerar mais receita do que as cartas, afetando a viabilidade financeira da estatal.
Rondon enfatizou que o tradicional monopólio de cartas em centros urbanos não é mais suficiente para sustentar a universalização dos serviços postais, especialmente em locais deficitários. Essa transformação no ambiente de serviços postais, segundo ele, é uma tendência global, o que exige uma reestruturação urgente para garantir a continuidade dos serviços em áreas menos rentáveis.

