Nesta segunda-feira (29), a China manifestou uma crítica contundente à demolição de um monumento na entrada do Canal do Panamá, erguido em 2004 para simbolizar a amizade entre as nações. O ato, ordenado pela Prefeitura de Arraiján no último sábado, foi justificado por questões de segurança, mas gerou grande indignação tanto na China quanto entre líderes panamenhos, incluindo o presidente do Panamá, que classificou a ação como irracional.
O monumento representava as contribuições dos trabalhadores chineses para a construção do canal no século XIX e sua demolição ocorre em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre o Panamá para limitar a influência chinesa na região. O governo panamenho, diante da repercussão negativa, anunciou a intenção de restaurar o monumento em colaboração com a comunidade chinesa local, demonstrando a importância do símbolo na relação bilateral.
A situação se insere em um cenário de tensões geopolíticas mais amplas, especialmente com o presidente dos Estados Unidos, que tem ameaçado reverter acordos relacionados ao controle do canal. A demolição e a subsequente resposta do governo panamenho podem impactar as relações entre os países envolvidos, além de colocar em evidência a delicada dinâmica entre a presença chinesa e os interesses norte-americanos na região.

