Em 2024, o médico Fabrício Carrerette, de 59 anos, recebeu um diagnóstico de câncer agressivo que afetava 75% de sua próstata. Com uma carreira de mais de 30 anos dedicada ao estudo do câncer de próstata, Carrerette se viu em uma situação inesperada, transformando-se em paciente após identificar uma ligação entre sua condição e uma prostatite desencadeada pela covid-19.
Após o diagnóstico, enquanto acompanhava seu pai em um hospital em Itaperuna, Carrerette retornou ao Rio de Janeiro para iniciar um tratamento inovador. Optando por uma estratégia de neoadjuvância, ele utilizou uma nova droga hormonal que mostrou resultados promissores em outros pacientes, levando à redução significativa do tumor em seu caso. A experiência também resultou em um artigo científico publicado na revista Frontiers in Oncology, tornando-o o primeiro urologista a documentar sua própria luta contra a doença.
Agora, com sua saúde restabelecida, Carrerette busca aplicar sua experiência para ajudar outros pacientes, promovendo uma terapia ainda em fase experimental. Sua jornada não apenas destaca os desafios enfrentados por profissionais de saúde ao se tornarem pacientes, mas também abre caminho para inovações que podem transformar o tratamento do câncer de próstata no futuro.

