Autoridades italianas confirmaram que 35 obras de arte da renomada coleção da família Agnelli, associada à montadora Fiat, estão desaparecidas e fora do país. Entre as peças estão obras de mestres como Claude Monet, Pablo Picasso e Giorgio De Chirico. A investigação, que se desenrola em segredo, foca na possível receptação e exportação ilegal das obras, que teriam sido retiradas da Itália sem a notificação obrigatória ao Ministério da Cultura.
O caso emergiu no contexto da disputa de herança de Gianni Agnelli, ex-presidente da Fiat, entre sua filha Margherita e seus netos John, Lapo e Ginevra. Durante o processo de inventário, foi identificado o sumiço de 13 pinturas, com algumas delas sendo substituídas por cópias. A colaboração de Margherita com os investigadores resultou na descoberta de outras 22 obras que também estão desaparecidas, ampliando a complexidade do caso.
Atualmente, o Ministério Público de Roma está empenhado em localizar as obras, que possuem um valor significativo para o patrimônio artístico italiano. As implicações deste desaparecimento vão além do âmbito familiar, envolvendo questões legais sobre a proteção do patrimônio cultural. A resolução deste caso poderá não apenas impactar a disputa pela herança, mas também servir como um alerta sobre a segurança de obras de arte de grande valor.

