Em 30 de dezembro de 2025, o Iêmen declarou estado de emergência em meio ao avanço de grupos separatistas, complicando ainda mais o já devastador conflito que assola o país desde 2014. O governo iemenita, que inclui formações separatistas, enfrenta os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, enquanto potências como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão diretamente envolvidos na situação. A medida foi anunciada após a anulação de um pacto de defesa com os Emirados, intensificando as tensões na região.
Desde 2015, a Arábia Saudita lidera uma coalizão militar com o objetivo de apoiar o governo iemenita. Recentemente, um ataque a um carregamento de armas destinado aos separatistas levou à declaração do estado de emergência por 90 dias. A Chancelaria saudita denunciou a ação dos Emirados como uma ameaça à segurança, instando-os a retirar suas forças do Iêmen em 24 horas, enquanto a situação humanitária no país continua a se deteriorar.
O avanço dos separatistas, representados pelo Conselho de Transição do Sul, trouxe à tona novos desafios para a estabilidade do Iêmen, já assolado por uma das piores crises humanitárias do mundo. A escalada de conflitos entre os apoiadores do governo e os separatistas pode resultar em mais mortes e deslocamentos, impactando a população civil. A comunidade internacional observa atentamente, enquanto a diplomacia tenta encontrar uma solução viável para a crise persistente na Península Arábica.

