Desigualdade de gênero impulsiona aumento de feminicídios no Brasil

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil registrou mais de 2,7 mil feminicídios, com 1.075 mortes confirmadas. A cidade de São Paulo destacou-se com 53 casos, representando o maior índice desde a tipificação do crime em 2015. A socióloga Silvana Mariano, especialista no tema, alerta que a desigualdade de gênero é a raiz desse problema alarmante.

De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o estado de São Paulo acumulou 207 registros de feminicídio até outubro deste ano. A legislação brasileira considera feminicídio o assassinato que envolve violência doméstica e discriminação à condição de mulher da vítima. Durante uma entrevista, Mariano enfatizou que a proteção das mulheres deve ir além da segurança pública, exigindo ações educativas e políticas sociais abrangentes.

As declarações da especialista sublinham a urgência de medidas de assistência, como abrigos e apoio financeiro para mulheres em situação de risco. Ela ressaltou que a brutalidade dos feminicídios está intimamente ligada à desigualdade entre os gêneros, o que requer uma abordagem mais eficaz e humanizada para prevenir esses crimes. A situação demanda uma resposta coletiva e ações governamentais que priorizem o bem-estar das mulheres.

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