Nesta terça-feira, 30, a China deu início ao segundo dia de exercícios militares ao redor de Taiwan, mobilizando destróieres e caças em uma manobra que considera parte de seu território. A operação, batizada de ‘Missão Justiça 2025’, é acompanhada de disparos de armas de longo alcance por forças terrestres. Em resposta, Taiwan caracterizou o governo chinês como ‘o maior destruidor da paz’.
Os exercícios militares chineses, que ocorreram nas águas ao norte e ao sul de Taiwan, visam testar a capacidade de bloquear a ilha por via terrestre, aérea e marítima. A Administração de Aviação Civil de Taiwan estabeleceu zonas de segurança temporárias e reportou a interrupção de mais de 100 voos, tanto internacionais quanto domésticos, em decorrência das manobras. As tensões aumentam à medida que Taiwan se vê sob pressão militar constante da China.
Além disso, a situação é exacerbada pela recente aprovação de um pacote de vendas de armas dos EUA a Taiwan, avaliado em 11 bilhões de dólares, que Pequim considera uma provocação. O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou que responderá com cautela, evitando a escalada das tensões na região. O cenário atual sugere que as relações entre a China e Taiwan, bem como com o Japão, podem continuar a se deteriorar nos próximos dias.

