A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil registrou um aumento de 2,75% em novembro de 2025, passando de R$ 8,254 trilhões para R$ 8,480 trilhões. O anúncio foi feito pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira, 30. O crescimento foi impulsionado pela correção de juros que totalizou R$ 73,117 bilhões no mês e pelas emissões líquidas que somaram R$ 153,706 bilhões.
O estoque da DPF é composto tanto pela dívida interna quanto pela externa, com a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) apresentando um crescimento de 2,73%, encerrando o mês em R$ 8,165 trilhões. Em contrapartida, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) viu um aumento de 3,24%, atingindo R$ 314,950 bilhões. Essa dinâmica reflete a saúde financeira do país e suas obrigações com investidores, que são fundamentais para o mercado de títulos brasileiro.
Além disso, a reserva de liquidez da dívida pública aumentou 15,83% em novembro, alcançando R$ 1,213 trilhão, o que equivale a 8,43 meses de pagamentos de títulos. Essa reserva é crucial para garantir que o Brasil possa honrar seus compromissos financeiros sem necessidade de recorrer rapidamente ao mercado. A gestão prudente da dívida pública é vista como um indicador de estabilidade econômica e confiança dos investidores na capacidade do governo em gerir suas finanças.

