Israel condiciona ONGs em Gaza a lista de funcionários ou suspende atividades

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

Israel anunciou nesta terça-feira (30) que as organizações não governamentais que atuam em Gaza devem apresentar, até quarta-feira, uma lista de seus funcionários palestinos. O não cumprimento dessa exigência resultará na proibição de operação no território a partir de 2026. A acusação recai sobre dois integrantes da Médicos Sem Fronteiras, que, segundo o governo, têm vínculos com organizações terroristas.

O Ministério da Diáspora e do combate ao antissemitismo justificou a medida, afirmando que apenas 15% das ONGs seriam afetadas. Além disso, mencionou que a negação de eventos históricos relevantes e ações judiciais contra o Exército israelense seriam motivos para anulação das licenças das organizações. A Médicos Sem Fronteiras, por sua vez, refutou as alegações, garantindo que não emprega pessoas envolvidas em atividades militares.

A imposição deste requisito gera preocupações sobre o futuro da assistência humanitária em Gaza, especialmente em um contexto de crescente tensão e conflitos. A situação revela a delicada relação entre Israel e as ONGs, além de destacar os desafios no fornecimento de ajuda humanitária em regiões de conflito. Desdobramentos futuros podem impactar significativamente a operação das ONGs e a vida dos civis palestinos que dependem de seus serviços.

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