As taxas dos DIs fecharam a terça-feira quase estáveis, com a taxa do DI para janeiro de 2028 registrada em 13,165%, ligeiramente acima do ajuste anterior de 13,154%. O movimento ocorreu em meio à análise de dados positivos do mercado de trabalho brasileiro, que mostraram a abertura de 85.864 novas vagas formais em novembro, superando as expectativas de criação líquida de 75.000 postos de trabalho. Além disso, a ata da última reunião do Federal Reserve também impactou o mercado, gerando discussões sobre a política monetária dos EUA.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou que o Brasil teve 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos no mês passado, refletindo uma taxa de desemprego de 5,2%, o menor nível desde 2012. Essa informação veio em um momento em que os economistas esperavam uma taxa de 5,4%. Tais dados positivos podem influenciar a percepção do investidor em relação à economia brasileira, especialmente em um cenário de baixa volatilidade no mercado financeiro.
O destaque no cenário externo foi a ata do Fed, que indicou um debate interno sobre a necessidade de cortes nas taxas de juros, refletindo preocupações com os riscos que a economia dos EUA enfrenta. A discussão sobre a política monetária dos EUA pode, por sua vez, afetar as decisões dos investidores brasileiros em relação aos DIs e outras aplicações financeiras. Diante desse cenário, a atenção do mercado permanece voltada para novos indicadores econômicos e suas possíveis repercussões nas taxas de juros futuras.

