O Ministério de Portos e Aeroportos, em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciou a liberação de R$ 4 bilhões do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para financiar companhias aéreas. O contrato foi assinado no dia 29 de dezembro de 2025, e a expectativa é que os primeiros pedidos de empréstimo sejam realizados no primeiro trimestre de 2026. Essa iniciativa é um desdobramento da aprovação pelo Congresso para a utilização desses recursos no setor aéreo, que enfrenta dificuldades financeiras desde a pandemia.
As linhas de financiamento abrangem desde a compra de aeronaves nacionais até a aquisição de combustível sustentável de aviação, com taxas de juros variando entre 6,5% e 7,5% ao ano, de acordo com a linha escolhida. As empresas que optarem por esses empréstimos também devem cumprir contrapartidas, como aumentar a proporção de voos na Amazônia Legal e no Nordeste, além de não poderem ampliar o pagamento de lucros aos acionistas durante o período de carência. Essas regras visam promover um desenvolvimento mais sustentável e equilibrado no setor.
A ampliação do crédito é uma demanda antiga do setor aéreo, que ganhou nova urgência após a pandemia, quando o apoio governamental foi considerado insuficiente. Apesar das expectativas, a liberação dos recursos ocorre com atraso, o que gerou preocupação entre os executivos das companhias aéreas. Líderes do setor, como os CEOs da Gol e da Latam Brasil, ressaltaram a importância do timing e da equidade na distribuição dos recursos, destacando que a saúde financeira das empresas deve ser levada em conta na definição das condições de financiamento.

