Após o arquivamento feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, um novo pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi protocolado por políticos. Moraes é acusado de potencialmente favorecer o Banco Master, em meio a revelações de que teria feito diversas ligações para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o caso. O ministro nega irregularidades e afirma que apenas tratou de sanções financeiras com Galípolo.
No contexto da situação, o vereador de Curitiba, Guilherme Kilter, apresentou um pedido à Procuradoria-Geral da República, enquanto o deputado federal Ubiratan Sanderson solicitou apuração no Conselho Nacional de Justiça. Ambos alegam que as interações de Moraes com Galípolo configurariam pressão indevida e um possível conflito de interesse, especialmente devido a um contrato significativo entre o banco e o escritório de advocacia da esposa de Moraes. Apesar do arquivamento inicial, a situação continua a gerar debates acalorados sobre a ética e a imparcialidade no sistema judiciário.
As implicações deste caso podem ser significativas, especialmente em relação à confiança nas instituições públicas e à imagem do STF. Enquanto os pedidos de investigação buscam esclarecer as alegações, a ausência de provas concretas, conforme apontado por Gonet, levanta questões sobre a condução dos processos e a necessidade de uma apuração cuidadosa. O desdobramento dessa situação poderá afetar não apenas a reputação de Moraes, mas também a relação entre os poderes Executivo e Judiciário no Brasil.

