O Banco Central do Brasil está em dúvida sobre a participação do seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, em depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), agendado para esta terça-feira, 30. Embora o STF tenha mencionado a possibilidade de depoimento por videoconferência, ainda não foram fornecidos detalhes sobre como isso poderia ocorrer. A situação se torna mais complexa com a presença de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que já está no STF para depor presencialmente.
Na segunda-feira, o Banco Central fez um pedido para esclarecer as regras sobre a participação de Aquino por videoconferência. A resposta inicial do gabinete do ministro Dias Toffoli indicou que apenas aqueles fora de Brasília poderiam usar esse método, enquanto a assessoria do STF contradisse essa informação, afirmando que a participação à distância estaria disponível para todos. O Banco Central, por sua vez, não se manifestou sobre a situação em questão.
A expectativa envolve também a delegada da Polícia Federal, Janaína Palazzo, que conduzirá os depoimentos e pode optar por acareações entre os depoentes. O caso gira em torno de investigações sobre irregularidades no Banco Master, incluindo a venda de carteiras de crédito consignado. A situação levanta questões sobre o funcionamento do sistema judiciário e a transparência das investigações em curso.

