Israel suspende atividades de ONGs em Gaza e gera preocupações internacionais

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Israel anunciou, em 30 de dezembro de 2025, a suspensão das atividades de várias organizações humanitárias na Faixa de Gaza, a partir de 1º de janeiro. A decisão foi justificada pela suposta falha dessas entidades em apresentar dados pessoais de seus funcionários, o que, segundo o governo israelense, visa evitar ligações com o terrorismo. Entre as ONGs afetadas estão Médicos Sem Fronteiras, ActionAid e o Comitê Internacional de Resgate.

O Ministério dos Assuntos da Diáspora de Israel informou que as organizações que não cumprirem as novas exigências receberão uma notificação formal de revogação de licença. As ONGs, por sua vez, argumentam que as exigências violam legislações de proteção de dados e colocam seus funcionários em risco. Essa medida ocorre em um contexto de crise humanitária agravada por fortes chuvas que devastaram a infraestrutura em Gaza, já debilitada por anos de conflito.

Ministros das Relações Exteriores de dez países expressaram sérias preocupações sobre a decisão, enfatizando que ela pode levar a uma nova deterioração das condições humanitárias. Eles pediram a abertura das passagens de ajuda e criticaram as restrições injustificadas a importações necessárias para a população. A situação em Gaza, com 1,3 milhão de pessoas necessitando de abrigo e serviços médicos essenciais, exige uma resposta urgente da comunidade internacional.

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