Israel proíbe 37 ONGs de atuar em Gaza sem informações sobre funcionários

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Nesta quarta-feira (31), Israel anunciou que 37 organizações de ajuda humanitária terão suas operações em Gaza suspensas a partir de 1º de janeiro, a menos que apresentem informações detalhadas sobre seus funcionários palestinos. O porta-voz do Ministério de Assuntos da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo, Gilad Zwick, alegou que a medida é necessária para evitar que pessoas ligadas ao Hamas atuem nas ONGs. Essa decisão foi amplamente criticada por organismos internacionais, incluindo a ONU e a União Europeia.

Segundo a legislação israelense, as ONGs que não atenderem a esses requisitos terão suas operações bloqueadas, o que pode agravar a já precária situação humanitária em Gaza. O movimento islamista Hamas denunciou a decisão como uma escalada de violência e um ataque ao sistema humanitário, pedindo à comunidade internacional que intervenha. Organizações como Médicos Sem Fronteiras e Oxfam estão entre as afetadas, levantando preocupações sobre a continuidade da ajuda à população local.

A decisão de Israel ocorre em um contexto onde a ajuda humanitária para Gaza já é insuficiente, com apenas uma fração do que é necessário sendo entregue. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, e a Comissão Europeia expressaram preocupações sobre o impacto dessa medida. Enquanto isso, a pressão internacional sobre Israel para garantir a entrada de ajuda vital aumenta, destacando a urgência da situação na região.

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