Israel anunciou, nesta quinta-feira (1º), a proibição do acesso de 37 organizações de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, incluindo entidades de renome como Oxfam e Médicos Sem Fronteiras. A decisão foi motivada pela recusa das ONGs em fornecer uma lista completa de seus funcionários, conforme exigido por uma nova regulamentação. Essa medida surge em um momento crítico, em que a população da região enfrenta severas necessidades devido a um prolongado conflito.
O Ministério da Diáspora israelense justificou a proibição, afirmando que as organizações que não atenderem às normas de segurança e transparência terão suas licenças suspensas. A intenção, segundo autoridades, é prevenir a infiltração de elementos terroristas nas operações humanitárias. Entretanto, a falta de garantias sobre a segurança das informações solicitadas gerou resistência entre as ONGs, que já operam em um contexto desafiador.
A reação internacional foi imediata, com a ONU e a União Europeia criticando a decisão, que pode agravar a crise humanitária em Gaza. O movimento Hamas classificou a proibição como uma escalada criminosa, desafiando o sistema humanitário existente. A situação se torna ainda mais preocupante em meio a um cessar-fogo frágil, que já limita a entrada de ajuda na região.

