O Brasil inicia o ano de 2026 com a implementação de novas regras fiscais que afetam diretamente o orçamento das famílias. A partir de 1º de janeiro, a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) beneficia aqueles com rendimentos mensais de até R$ 5 mil, alcançando cerca de 15 milhões de contribuintes. Além disso, o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621, representando um aumento de 6,79%.
Essa mudança no salário mínimo foi calculada com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro e proporcionará um ganho real, mesmo que limitado pelas restrições fiscais. A nova isenção do IR será refletida nos contracheques de janeiro, com uma economia média anual estimada em R$ 4 mil por beneficiário. No entanto, para compensar essa redução, o governo aumentou a alíquota para rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais, impactando cerca de 141 mil pessoas.
As novas regras não afetarão a Declaração de IR de 2026, que se refere ao ano-base de 2025, e os efeitos práticos na declaração anual só serão sentidos em 2027. Para evitar o chamado “degrau tributário”, a reforma introduziu descontos progressivos para rendimentos até R$ 7.350, que diminuem gradativamente conforme a renda aumenta. Essa abordagem busca tornar a tributação mais justa, evitando que pequenos aumentos salariais resultem em um aumento desproporcional da carga tributária.

