Confrontos entre manifestantes e forças de segurança no Irã resultaram em três mortes nesta quinta-feira (1º). As manifestações, que tiveram início no último domingo em Teerã, surgiram em resposta à hiperinflação e à desvalorização da moeda, levando comerciantes a fecharem suas lojas em protesto.
Os protestos se espalharam rapidamente por diversas regiões do país, incluindo cidades de médio porte. Em Lordegan, no sudoeste, dois civis perderam a vida durante os confrontos, enquanto em Kuhdasht, um membro das forças de segurança também foi morto. A agência de notícias local relatou danos significativos e a detenção de várias pessoas, evidenciando a gravidade da situação.
Este movimento, embora menos intenso do que as manifestações de 2022 que seguiram a morte da jovem Mahsa Amini, sinaliza um aumento nas tensões sociais no Irã. Especialistas alertam que a insatisfação popular pode continuar a crescer, refletindo um descontentamento mais amplo com a situação econômica do país e a repressão política.

