O governo brasileiro anunciou o adiamento da implementação do sistema de split payment para 2027, uma mudança significativa na forma de arrecadação tributária prevista na Reforma Tributária. O novo mecanismo visa efetuar a separação automática dos valores de impostos durante as transações comerciais, mas a falta de preparo entre empresas e instituições financeiras motivou a decisão do governo.
O split payment, que permitirá a arrecadação imediata de tributos como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), era esperado para iniciar em 2026. Especialistas, como a advogada Franciny de Barros, ressaltam que essa mudança exigirá uma infraestrutura tecnológica robusta e afetará o fluxo de caixa das empresas, que enfrentarão um novo modelo de recolhimento. A expectativa é que o adiamento auxilie na capacitação dos contribuintes, mas também pode atrasar a efetividade da Reforma Tributária.
A medida levanta preocupações sobre a sonegação e a inadimplência fiscal, além de destacar a necessidade de ajustes e testes até a implementação final. O CEO da Omnitax, Paulo Zirnberger de Castro, classifica o split payment como uma mudança disruptiva na história fiscal do Brasil, que poderá simplificar o processo de arrecadação e reduzir fraudes, embora imponha desafios tecnológicos significativos.

