Petrobras encerra greve dos petroleiros com acordo de reajuste salarial

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Após quatro meses de intensas negociações, petroleiros encerraram a greve na Petrobras com a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2027. A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) foi a última a assinar o acordo, que garante um reajuste salarial de 100% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano passado, além de um aumento real de 0,5%. A empresa assegurou que as paralisações não impactaram a produção nem o abastecimento.

O acordo foi uma evolução em relação às propostas iniciais, que incluíam reajustes inferiores. Apesar de algumas reivindicações importantes, como a recomposição salarial, não terem sido atendidas, a FNP destacou a conquista como um resultado vitorioso na luta contra a postura da companhia. O secretário-geral da FNP, Adaedson Costa, enfatizou a necessidade de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários que atenda às demandas da categoria em futuras negociações.

Além disso, a assinatura do ACT evita um dissídio no Tribunal Superior do Trabalho (TST), previsto para o dia 2 de janeiro. A FNP, que representa cerca de 20% dos trabalhadores da Petrobras, e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que já havia encerrado a greve, atuam em conjunto para garantir melhores condições de trabalho. O desfecho das negociações pode influenciar futuras discussões sobre salários e benefícios dentro da estatal.

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