O governo chinês anunciou a adoção de medidas de salvaguarda para a importação de carne bovina, que poderão impactar significativamente o Brasil. Com a nova cota de 1,1 milhão de toneladas estabelecida para 2026, o país poderá deixar de exportar cerca de 500 mil toneladas ao principal destino da proteína brasileira, que até então recebia aproximadamente 1,5 milhão de toneladas anualmente.
A decisão, justificada pela China como uma proteção à sua indústria local, já era esperada pelo mercado, que se preparava para a imposição de cotas e tarifas. Especialistas indicam que a Argentina e o Uruguai podem ser menos afetados, dada a comparação de seus rebanhos e os volumes exportados. Contudo, empresas como a Minerva, que possuem operações na região, podem se beneficiar indiretamente dessa mudança.
Embora a medida traga um impacto negativo imediato, a China continua a ser um parceiro comercial importante para o Brasil. As autoridades chinesas sinalizaram um aumento gradual das cotas até 2028, mas essas mudanças podem ser modestas em relação ao crescimento recente das exportações brasileiras. Frente a esse cenário, o Brasil deve buscar diversificar seus mercados, mirando novas oportunidades que não estejam sujeitas a tarifas ou cotas.

