O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou uma possível intervenção no Irã em resposta a protestos que resultaram em seis mortes. Os levantes, que começaram devido à hiperinflação e à desvalorização da moeda, estão em andamento desde o início do ano, com manifestantes exigindo mudanças diante da repressão das autoridades. Trump afirmou que os EUA estão prontos para auxiliar os manifestantes pacíficos, embora o método dessa assistência ainda não esteja claro.
As manifestações se espalharam pela capital Teerã e outras cidades, levando comerciantes a fechar seus estabelecimentos em protesto contra a crise econômica. O Irã enfrenta uma inflação descontrolada e a queda acentuada do rial, com os preços subindo drasticamente nos últimos meses. Enquanto isso, as forças de segurança do país se preparam para reprimir os protestos, que são os maiores registrados em três anos, desde os levantes de 2022 que resultaram em centenas de mortes e prisões.
As tensões entre os EUA e o Irã, que não mantém relações diplomáticas desde a Revolução Islâmica de 1979, estão se agravando. O governo iraniano tenta dialogar com líderes dos protestos, reconhecendo falhas que contribuíram para a insatisfação popular. A situação continua incerta, com especialistas alertando que, sem uma liderança organizada, os protestos podem perder força e se dissipar diante da repressão governamental.

