O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão em regime fechado de Filipe Martins, ex-assessor de relações internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante uma audiência de custódia realizada por videoconferência na tarde de sexta-feira, 2 de janeiro de 2026. A decisão foi tomada após Martins descumprir as condições de sua prisão domiciliar ao utilizar redes sociais, especificamente a plataforma LinkedIn. A audiência foi conduzida pela juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Martins foi detido pela Polícia Federal na manhã do mesmo dia e levado para um presídio em Ponta Grossa, no estado do Paraná. Ele cumpria pena por sua condenação no contexto da tentativa de golpe de estado, mas a sua prisão foi convertida em preventiva devido à violação das medidas impostas. O ministro Moraes argumentou que o comportamento de Martins demonstra desrespeito pelas normas legais e pelas instituições democráticas do país.
A defesa de Martins alegou que as contas em redes sociais estavam sob sua gestão e que não havia postagens ou interações feitas por ele. No entanto, Moraes contestou essa afirmação, afirmando que a própria defesa reconheceu a utilização das redes sociais. O desdobramento desse caso levanta questões sobre o cumprimento de medidas cautelares e a responsabilidade dos condenados em respeitar as regras impostas pelo sistema judiciário.

