A Sabesp registrou em 2025 um recorde de captação de água, com uma média anual de 71 mil litros por segundo nas represas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. Este número representa um aumento de 3% em comparação a 2024, refletindo um crescimento na demanda da população aliado à baixa pluviosidade do ano. Atualmente, os reservatórios estão com apenas 26,2% de sua capacidade, o que é considerado o pior índice desde a crise hídrica de 2014.
A companhia destacou que, desde a privatização em julho de 2024, 616 mil novos domicílios foram conectados ao sistema de abastecimento, o que intensificou a pressão sobre os recursos hídricos disponíveis. A secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Natalia Resende, expressou preocupação com a situação dos reservatórios, embora tenha descartado a possibilidade imediata de racionamento. O sistema metropolitano atualmente opera com uma gestão de demanda noturna para mitigar os efeitos da escassez.
Além do aumento na captação, a Sabesp também implementou um reajuste de 6,11% nas tarifas de água e esgoto, autorizado pela Arsesp, que se baseia na reposição inflacionária. A agência reguladora argumenta que o aumento foi menor do que o que teria ocorrido se a companhia ainda fosse estatal. As obras em andamento visam prevenir um possível desabastecimento e garantem a transferência de água entre diferentes sistemas, buscando minimizar os riscos para a população.

