Na madrugada de 3 de janeiro, fortes explosões e sobrevoos de aviões foram ouvidos em Caracas e em outras regiões da Venezuela. O governo local acusou os Estados Unidos de realizar um ‘ataque gravíssimo’, que estaria colocando em risco a integridade territorial do país. As explosões, que ocorreram em áreas como Miranda e La Guaira, foram seguidas por um chamado do presidente Nicolás Maduro à mobilização popular.
As explosões, que começaram por volta das 02h00, foram interpretadas como uma resposta à retórica agressiva do governo dos EUA, que, sob a liderança do ex-presidente Donald Trump, havia manifestado intenções de ações militares na Venezuela. Maduro, em resposta, ordenou o reforço das defesas nacionais e declarou um ‘estado de perturbação externa’. A Venezuela também acusou os EUA de tentar desestabilizar o país em busca de suas reservas de petróleo.
A situação provocou uma onda de reações internacionais, com o presidente colombiano, Gustavo Petro, pedindo uma reunião imediata da OEA e da ONU para discutir a ‘agressão’ à Venezuela. Enquanto isso, a comunidade internacional observa com preocupação, e não há confirmação sobre a origem das explosões, levantando dúvidas sobre a possibilidade de um conflito armado na região.

