No dia 3 de janeiro de 2026, a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos desencadeou uma intensa polarização política no Brasil. Políticos de direita usaram as redes sociais para comemorar a prisão, interpretando-a como um sinal de ‘libertação’ para o povo venezuelano. Em contrapartida, representantes da esquerda condenaram a ação militar, caracterizando-a como uma violação do direito internacional e uma ameaça à soberania da Venezuela.
Os comentários nas redes sociais refletem a divisão entre os partidos políticos brasileiros. O ex-ministro e deputado Osmar Terra celebrou a prisão de Maduro, prevendo um impacto positivo para a América Latina, enquanto outros membros da direita criticaram Lula por sua relação com o presidente venezuelano. Por outro lado, a esquerda, representada por figuras como Carlos Zarattini e Maria do Rosário, denunciou a ação dos EUA, enfatizando a necessidade de respeito à autodeterminação dos povos latino-americanos.
Esses desdobramentos destacam como a política externa dos EUA pode reverberar nas dinâmicas internas do Brasil, exacerbando as tensões entre direita e esquerda. A falta de uma resposta oficial do governo brasileiro até o momento sugere uma posição cautelosa diante da situação. Esse cenário poderá influenciar futuras discussões sobre a política externa do Brasil e sua relação com a América Latina.

