Guterres critica ação dos EUA na Venezuela e alerta sobre precedentes perigosos

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, declarou estar “profundamente alarmado” com a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na detenção do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em um comunicado emitido no último sábado, Guterres destacou que essa escalada de tensão gera “potenciais implicações preocupantes para a região” e chama a atenção para a seriedade da situação.

Guterres ressaltou que, independentemente da situação interna da Venezuela, os eventos recentes estabelecem um “precedente perigoso”. Ele enfatizou a necessidade de todos os países cumprirem rigorosamente o direito internacional, incluindo os princípios consagrados na Carta da ONU, uma vez que a falta de respeito a essas normas é alarmante. A mensagem é clara: a comunidade internacional deve agir com responsabilidade em relação a crises como a da Venezuela.

Além disso, o Secretário-Geral fez um apelo aos envolvidos na crise venezuelana para que se comprometam com um diálogo inclusivo, respeitando os direitos humanos e o Estado de Direito. A esperança é que, por meio da diplomacia e do respeito às normas internacionais, se possa encontrar uma solução pacífica e duradoura para a situação no país. O futuro da Venezuela e suas relações com a comunidade internacional dependem de um compromisso genuíno com a paz e a legalidade.

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