América Latina condena ataque dos EUA à Venezuela e defende diálogo

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Os governos da América Latina, incluindo Chile, Colômbia e México, manifestaram forte oposição ao ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, enfatizando a necessidade de respeitar a soberania e a integridade territorial do país. O presidente colombiano, Gustavo Petro, fez um apelo à paz regional, sugerindo que o diálogo deve prevalecer sobre ações que possam intensificar o conflito. Ele também implementou medidas para proteger a população civil na fronteira com a Venezuela, demonstrando preocupação com possíveis crises humanitárias.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, também se uniram ao coro de críticas, ressaltando a importância do multilateralismo e do não uso da força nas relações internacionais. Enquanto isso, a Argentina, sob a liderança de Javier Milei, celebrou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, enquanto a Bolívia expressou apoio ao povo venezuelano na busca por uma transição democrática. Os posicionamentos refletem divisões regionais e diferentes abordagens sobre a crise venezuelana.

A escalada do conflito gerou preocupações sobre as implicações geopolíticas na América Latina. Críticos alegam que a ação dos EUA visa distanciar a Venezuela de potências como China e Rússia, além de aumentar o controle sobre suas vastas reservas de petróleo. O cenário atual sugere que a situação na Venezuela continuará a ser um ponto de tensão nas relações internacionais, com potencial para reconfigurar alianças e políticas na região.

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