O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou sua intenção de ‘governar’ a Venezuela enquanto Nicolás Maduro, algemado, era transferido para uma prisão em Nova York. Em uma coletiva de imprensa, Trump enfatizou a necessidade de uma transição ‘sensata’, mas não apresentou um plano concreto para o futuro do país. A operação militar, que resultou na prisão de Maduro, foi comparada a ações anteriores bem-sucedidas da administração americana, como o assassinato de Osama Bin Laden.
Apesar da queda de Maduro, o regime ditatorial permanece intacto. Trump estabeleceu um acordo com a vice-presidente Delcy Rodríguez, que, segundo ele, estaria disposta a atender às exigências dos EUA. Delcy é uma figura-chave no governo de Maduro e, junto com seu irmão, Jorge Rodríguez, forma um núcleo de poder influente na Venezuela, conhecido por sua riqueza e radicalismo.
As ações dos EUA na Venezuela levantam questões sobre uma política externa improvisada e suas implicações a longo prazo. A falta de um plano claro por parte de Trump sugere desafios futuros na transição do poder e na exploração das vastas reservas de petróleo do país. A situação reflete um padrão histórico de intervenções americanas na América Latina, evocando paralelos com o Iraque e as complexidades da governança em contextos de crise.

