O Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou público um indiciamento que acusa o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de liderar um governo corrupto e de estar envolvido em um extenso esquema de narcotráfico. De acordo com as autoridades americanas, Maduro teria facilitado o envio de milhares de toneladas de cocaína para os EUA, resultando em várias acusações formais, incluindo narcoterrorismo e posse de armamentos. A prisão de Maduro e de sua mulher ocorreu durante uma operação militar na Venezuela, abrindo um novo capítulo na legalidade do governo venezuelano.
O indiciamento recente inclui detalhes que não estavam presentes em um documento anterior de 2020, agora incluindo também acusações formais contra a esposa de Maduro. O governo dos EUA alega que Maduro se associou a cartéis de drogas, como o cartel de Sinaloa, para expandir suas operações ilícitas, enquanto parte dos lucros teria beneficiado autoridades de alto escalão. Além disso, o indiciamento menciona que Maduro permitiu que a corrupção prosperasse em benefício próprio e de integrantes de seu regime, com o tráfico de drogas ocorrendo em larga escala até 2020.
As implicações desse indiciamento são significativas, pois podem resultar em um julgamento federal em Manhattan, onde Maduro enfrentará a Justiça americana. A procuradora-geral dos EUA afirmou que Maduro e sua esposa enfrentarão as consequências de seus atos em solo americano. Com uma recompensa de 50 milhões de dólares pela captura de Maduro, a operação para sua prisão foi considerada uma ação direta do Departamento de Justiça, sinalizando um esforço contínuo dos EUA para lidar com a corrupção e o narcotráfico na Venezuela.

