Neste domingo (4), a Coreia do Norte expressou forte condenação à operação dos Estados Unidos na Venezuela, a qual descreveu como uma grave violação de sua soberania. O ministério das Relações Exteriores, em comunicado oficial, denunciou a ação como um ato hegemônico e reafirmou a postura crítica do regime norte-coreano em relação à política externa dos EUA, que considera desonesta e brutal.
Pyongyang, que há décadas justifica seus programas nucleares e de mísseis como medidas de dissuasão contra tentativas de mudança de regime, também declarou apoio ao governo socialista de Nicolás Maduro. A crítica à atuação americana na Venezuela é parte de uma narrativa mais ampla do governo norte-coreano, que busca consolidar sua posição contra o que considera intervenções estrangeiras em assuntos internos de outras nações.
As declarações de Pyongyang podem ter implicações significativas nas relações internacionais, especialmente em um contexto de crescente tensão entre os EUA e outros regimes considerados adversários. A posição da Coreia do Norte em apoio a Maduro também pode reforçar alianças entre regimes autocráticos, desafiando a influência dos EUA na região e levantando preocupações sobre a estabilidade geopolítica na América Latina.

