Bancos e fintechs brasileiros estão incorporando inteligência artificial (IA) em suas operações de concessão de crédito, com o objetivo de otimizar a análise de risco. Recentemente, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) revelou que 74% das instituições financeiras notaram ganhos de eficiência operacional com a adoção dessa tecnologia. A ferramenta também tem demonstrado resultados positivos na definição de limites de crédito e na avaliação de perfis de risco, antes mesmo da concessão efetiva do crédito.
A IA é elogiada por sua capacidade de identificar riscos potenciais e prever tendências de comportamento, sendo utilizada por 63% dos bancos consultados na Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária. Contudo, nem todas as instituições estão igualmente preparadas: 50% afirmam ter uma integração em larga escala da IA, enquanto 25% ainda não utilizam essas ferramentas. Especialistas destacam o papel do Open Finance, que facilita uma visão mais completa do tomador de crédito, seja pessoa física ou jurídica, impulsionando a eficiência no setor.
À medida que o uso da IA avança, a personalização dos serviços bancários se torna um objetivo central. Especialistas preveem que, em dois a três anos, novos modelos de governança para motores de crédito poderão ser implementados, permitindo análises em tempo real. No entanto, é essencial monitorar o desenvolvimento desses modelos para evitar a perpetuação de vieses que possam reforçar desigualdades no acesso ao crédito.

