As Filipinas, país que atualmente é o único, além do Vaticano, a proibir o divórcio, enfrenta um movimento crescente por mudanças legislativas. A ativista Haidee Dela Guerra, que teve seu pedido de anulação de casamento negado, destaca a necessidade de um divórcio legal para que indivíduos como ela possam se libertar de relacionamentos abusivos. Com a luta da Divorce Pilipinas Coalition, que promove a aprovação de um projeto de lei sobre divórcio, a discussão se intensifica no Congresso filipino.
Historicamente, o divórcio foi permitido nas Filipinas durante o período colonial, mas foi abolido em 1949, resultando em um sistema legal que limita as opções de separação para a maioria da população. As dificuldades enfrentadas pelas mulheres em situações de abuso são exacerbadas pela rigidez das leis atuais, que favorecem o status quo. Apesar de tentativas anteriores de legislar o divórcio, a oposição de grupos religiosos e a cultura conservadora dificultam o progresso.
O futuro do divórcio nas Filipinas é incerto, mas a recente aprovação de um projeto na Câmara dos Representantes pode sinalizar uma mudança. Com nove propostas pendentes no Congresso, a pressão sobre os legisladores aumenta, enquanto defensores da causa se comprometem a lutar por seus direitos. O apoio crescente da sociedade civil e a necessidade de reformas podem finalmente abrir caminho para a legalização do divórcio em um país que há muito tempo resiste a essa mudança.

